quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Andando pelo Mundo

Inspirada na minha seção "Andando pelo Mundo" resolvi escrever sobre o tema. Como é louco isso de estar em tantos países diferentes num curto espaço de tempo. Vemos tantas coisas, iguais e diferentes, mas é certo que sempre buscamos alguma referência, algo que nos faça recordar lugares e situações que já conhecemos. Isso nos faz sentir seguros, e nos faz pensar que somos mais adaptáveis.

Falar outras linguas então! isso sim pode dar um nó na cabeça. Às vezes me saem frases que estão parte em português, parte em inglês e parte em espanhol. Eu ouço e falo espanhol com as pessoas daqui, escrevo em inglês porque senão quem vai ler não vai entender uma vírgula, e vejo meu computador e minhas referências em português. Chega uma hora que nem faz mais tanta diferença....pode escolher qualquer lingua que a gente se vira.

Mas é verdade também que a questão da lingua pode ser angustiante muitas vezes. Uma das piores sensações é querer se expressar e não conseguir. Saber que não passou a mensagem certa ou que não se consegue transmitir uma idéia. Isso te limita incrivelmente! Você se sente quase um tolo, incapaz de se socializar.

Mas enfim, descobri também que a maioria dessas barreiras são de alguma forma trasnponíveis, e que a nossa capacidade de fazer e aprender coisas parece às vezes ilimitada!

Bem, fico por aqui, porque agora tenho que pedir em português um documento em espanhol, enviado por uma empresa meio americana meio mexicana, que está bem na fronteira entre os dois países, que por sua vez recebeu produtos da França, feitos com matéria prima japonesa. Esse é o melhor significado que encontrei para traduzir a palavra Globalização....

SATHYA SAI BABA

Não permita que a fé vacile quando o fracasso vier à sua porta. Considere-o como um novo desafio e vença-o. Sua fé não deve ser como sua respiração, que entra e sai a cada instante. Faça com que sua fé seja firme, sem alternância entre entradas e saídas. Se a fé estiver em um fluxo contínuo, então a Graça será derramada sobre você como um fluxo pleno e incessante. Deus está com você em todas as etapas e em todas as situações. Ame-O das profundezas do seu coração. Tome refúgio Nele, pois Ele definitivamente o protegerá. É dito que "como é o sentimento, assim será o resultado" ("Yad Bhaavam Tad Bhavathi"). Deus virá em seu socorro se tiver fé absoluta Nele.
SATHYA SAI BABA

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Dias agitados...águas calmas?

Quick thought...esses dias tem sido agitados, muito trabalho e planos pro futuro...eu disse planos??? Vou corrigir então. Bom, é mais ou menos assim. Eu não me governo, e acho que isso já ficou bem claro por aqui. Mas é claro, se o mar joga pra um lado, então no mínimo temos que tentar escolher quais ondas vamos surfar não é?....

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Nosso Natal

Esse é de longe um dos Natais mais difíceis pra mim dos últimos tempos. Apesar de esperado com muita ansiedade, por ser a oportunidade preciosa de estar perto da minha familia e dos amigos queridos, de rever a minha cidade abençoada, de fugir da terra do concreto...enfim, apesar de tudo isso....

Desde a chegada, e diria até mesmo antes disso, tem sido muito dificil enfrentar a saudade...a saudade de você, Rafinha. Às vezes me pergunto, como alguém pode fazer tanta falta! É constante o sentimento de que está faltando algo, mesmo que estejamos a apenas algumas horas de iniciar a festa.

Sei que parece um sentimento egoísta. Mas não é. É sim muito amor! amor infinito por esse irmão e amigo, um amor tão profundo que ultrapassa as barreiras do espaço e do tempo, e que existe de uma forma incondicional.

A cada pensamento, lembrança ou simplesmente ao escutar seu nome...lágrimas e mais lágrimas...chegando a ser engraçado às vezes se não fosse tão doído...(rss..).

Mas eu sei que ele não está aqui por opção, por coragem de buscar seus objetivos, aonde quer que eles estejam. E por isso eu, apesar da saudade que sinto, o admiro muito! E tenha certeza Rafinha, estou com você onde você estiver, se não fisicamente presente, em alma e pensamento com certeza!

Que Deus te proteja e te guie, sempre! Se precisar de mim, é só chamar, e estarei com você em um piscar de olhos! Te amo do fundo do meu coração, com toda a força do meu ser. Seja feliz!!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Faz tempo que eu não passo por aqui, nem sequer pra dar um oi pra mim mesma. Os últimos tempos tem sido agitados, entre aborrecimentos e redescobertas, avaliações e saudades, um misto de sentimentos e responsabilidades além de planos pra um futuro incerto e ao mesmo tempo cheio de possibilidades.

Tenho tentado exercitar a máxima de "eu não sou o meu trabalho, eu trabalho e faço o meu melhor, mas isso não define quem eu sou e a minha vida não se resume a isso". Sem dúvida a minha vida é de alguma forma muito melhor do que antes, um melhor diferente, difícil comparar, mas esse distanciamento já é um pouco mais visível, apesar das inúmeras novas responsabilidades e desafios que se vão somando pelo caminho.

Ainda não consigo ver claramente o futuro à minha frente. Tenho literalmente deixado a vida me levar, porque hoje tenho certeza ela sabe melhor do que eu o que é que necessito viver. Claro, estou sempre atenta para exercer o meu livre-arbítrio, mas não tenho mais a intenção de forçar demais as coisas.

Hoje o distanciamento das pessoas que mais amo me custa mais do que há um tempo atrás. Acho que à medida que amadurecemos a gente vai percebendo quais são as coisas que realmente importam na vida. Hoje revejo conceitos que antes nem sequer me preocupavam. E busco viver mais intensamente cada momento da minha vida, com os elementos que ela me oferece.

Acalmar a mente e o coração ainda é um desafio pra mim, mas estou certa de que tenho o melhor professor ao meu lado, além da presença constante de Deus a olhar por nós.

Sinto mudanças a caminho, não sei de que tipo ao certo mas de alguma forma sei que elas vem corresponder a mudanças que com certeza estão acontecendo em mim. Espero por elas, minha intuição me diz que está na hora de elas acontecerem, mais uma vez, mas não fico parada, sei que meu papel será cada vez mais ativo na minha própria vida, e que depende de mim ser cada vez mais feliz e atenta ao que é de fato importante.

Eu fico por aqui, o trabalho me chama, e apesar da pouca vontade nesse momento de lutar contra uma sequência de ondas grandes que vem na direção contrária, eu sigo em frente, como um passarinho que constrói seu ninho pouco a pouco. Continuo com uma saudade imensa do meu irmão, dos meus pais, da minha família, mas breve estarei com eles, e não vejo a hora desse dia chegar.

sábado, 10 de novembro de 2007

Semana estranha

Essa semana foi estranha. Semana de emoções conflitantes, quando nosso coração parece um turbilhão de sensações, lembranças e saudades. E quando a gente se sente assim, é difícil identificar uma causa única, pois esse estado de emoções simplesmente turvam a sua visão e ficamos mais frágeis. Tudo nos afeta mais e a já não sabemos mais como tudo isso começou, nem o que é causa e consequência, e nem mesmo quando um passou a ser o outro.

Salvador tem esse poder estranho, traz sempre consigo um sentimento profundo de nostalgia, acompanhado de uma alegria com data certa pra acabar, que é quando pegamos o avião de volta às nossas vidas e deixamos pra trás aqueles que amamos, pra encontrar outros que também amamos.

É como se a nossa vida, ao longo dos anos, se transformasse numa colcha de retalhos formada por aqueles que amamos mas que não estão fisicamente perto de nós todo o tempo. Foram dias maravilhosos, serenos e tranquilos, iluminados pelo sol e céu azul verdadeiramente abençoados, como só Salvador sabe ter.

Mas a minha viagem teve como motivo principal a saudade, a vontade de rever as pessoas que mais amo, e também uma despedida. Fui ali ver meu irmão, que em breve partirá em uma viagem longa e incerta. Viver longe dele já é naturalmente difícil, mas o dia a dia acaba por nos absorver tanto que ficamos anestesiados e somos acometidos de esquecimentos temporários. Mas saber onde ele está, com quem está e que, de certa forma está em um ambiente seguro, e que se a saudade apertar é só pegar um avião e correr até ali, ah! isso é uma coisa. Outra coisa é viver na incerteza de quando nos falaremos ou nos veremos novamente, sem saber que dificuldades ele vai encontrar no caminho e por quas situações vai passar.

Meu coração dói, verdadeiramente, como poucas vezes senti acontecer. Como somos frágeis, e como ainda não aprendemos a amar da forma mais ampla e pura. Queremos ter as pessoas ao nosso redor, se dependesse de nós elas não partiríam nunca! E o apego a elas é algo difícil de controlar.

Tento dizer a mim mesma que o importante é que cada um seja e esteja feliz à sua maneira. E que não podemos ou devemos tentar interferir nesse processo. Quanto maior é o amor, maior deve ser a liberdade concedida àqueles que amamos.

Mas nem por isso consigo nesse momento remendar meu coração. A gente vai aprendendo, nessa escola chamada vida, que a única saída é levarmos a quem amamos dentro de nossos corações.

Amar, amar, amar, do jeito que der, como puder. Mas sempre!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

....

Você vê o céu?
e o que você vê?
eu vejo cinza
a neblina que cobre a cidade
como o véu que se coloca a nossa frente
pra quem não possamos ver mais adiante

Eu vejo o cinza
vejo a melancolia que reflete o pensamento da cidade
vejo a calma revestida de transito frenético
e a luta para se chegar a algum lugar

Eu vejo a janela
antes de ver o céu
como a borda de um quadro
que emoldura o que hoje chamo de minha cidade
minha casa

E onde é minha casa?
em mim
e quem colocou essas grades aqui
que me impedem de dar o próximo passo...