Tem uma seção nova no meu blog a partir de hoje, que foi inspirada em dois "personagens" reais com os quais tenho o prazer e a honra de conviver, e que são duas figuras ímpares sobre a face da terra.
Segundo eles eu sou uma pessoa de muitas teorias! eu sinceramente não havia percebido isso até uns dias atrás, mas parece que, pra quase toda situação que se apresenta, eu tenho uma teoria. Então, em homenagem a eles, resolvi criar mais uma sessão no meu blog chamada "teorias", e aí, à medida que elas forem aparecendo na minha vida, vou colocando aqui pra vocês!
Ah! e para aqueles que me conhecem, caso vocês lembrem de alguma das teorias que um dia já lancei e não lembro, por favor não deixem de me avisar para que eu possa adicioná-las aqui. Afinal de contas, vocês sabem melhor do que qualquer um como a minha cabecinha funciona ne? esqueço as coisas num piscar de olhos!
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
sábado, 8 de setembro de 2007
Você entende a Bahia?
Entender a Bahia (Salvador) não é tarefa fácil. Eu até me arriscaria a dizer que somente é possível entender faces da Bahia, mas não ela em toda a sua intensidade e infinitas manifestações.
A Bahia é praia, é sol e também é lua cheia, que reflete no mar com mais clareza que em qualquer outro lugar.
A Bahia é impossível de esquecer, mas nos permitimos deixá-la pra trás, como uma recordação maravilhosa, como quem vai pra casa dormir por estar tão cansada de dias e noites de festas.
A Bahia é um conjunto de emoções, de felicidade e indignação, por ver um povo naturalmente feliz e também maltratado.
A Bahia é a reunião de todas as religiões e adorações, um misto de poder e temor, à espera de novas bençãos e provações.
A Bahia, palco de ganância política e brigas pelo poder, pelo comando de uma terra que é vista e admirada dentro e fora do Brasil.
A Bahia, palco de lutas raciais e convivência pacífica, numa missigenação sem fim.
A Bahia, terra dos mais lembrados e também dos esquecidos, lugar símbolo do início dos nossos tempos, que reflete como nenhum outro lugar a natureza exploratória dos homens, que vem sorver mas nunca ofertar.
A Bahia é música, é o toque do timbal, é o misto de vozes cantando a uma só voz, é expressão legítima de várias povos, e terra de sensualidade e sexualidade exacerbadas e incontidas.
A Bahia é uma rede na varanda, é a ladeira do pelourinho, é a escadaria do Bonfim, que agora divide espaço com arranha-céus e shoppings centers super modernos.
Lugar de amores que se iniciam ao final do carnaval e terminam ao início do próximo.
Lugar de expressar o vem do fundo da alma, por pura inspiração de um céu azul e de uma manhã ensolarada que sorri cedo ao seu povo.
E está no sangue mesmo, isso não há como negar. Seja lá qual for o estopim que te ligue àquele solo, ele existe para todos os baianos. Pode ser o cheiro do acarajé ou da moqueca, o axé, a visão da multidão reunida atrás do trio, a vista do elevador lacerda ou do farol da Barra, ou o som das palavras proferidas em legítimo baianês! Não há esse baiano que não se tranporte imediatamente à sua terra natal, e não sinta ao mesmo tempo um misto de felicidade, dor e saudade.
Sinto muito, lugar indescritível. Quem nunca pisou na Bahia, deveria. É, definitivamente, um solo sagrado. Pisar nesse solo, sinto dizer, não é garantia que se há de entendê-lo. Mesmo muito de nós, que nascemos lá, não conseguimos esse feito. Mas, mesmo assim, possuimos a vaidade pela dádiva de sermos produto desse magnífico lugar, que ainda não foi devidamente descoberto por seu povo, mas que mesmo assim é generoso o suficiente e nos permitir respirar seu ar permeado de sal, alegria e intensidade.
Sem dúvida, muito mais poderia e haveria de ser dito sobre a Bahia, pois lá existe uma infinidade de tudo! mas
A Bahia é praia, é sol e também é lua cheia, que reflete no mar com mais clareza que em qualquer outro lugar.
A Bahia é impossível de esquecer, mas nos permitimos deixá-la pra trás, como uma recordação maravilhosa, como quem vai pra casa dormir por estar tão cansada de dias e noites de festas.
A Bahia é um conjunto de emoções, de felicidade e indignação, por ver um povo naturalmente feliz e também maltratado.
A Bahia é a reunião de todas as religiões e adorações, um misto de poder e temor, à espera de novas bençãos e provações.
A Bahia, palco de ganância política e brigas pelo poder, pelo comando de uma terra que é vista e admirada dentro e fora do Brasil.
A Bahia, palco de lutas raciais e convivência pacífica, numa missigenação sem fim.
A Bahia, terra dos mais lembrados e também dos esquecidos, lugar símbolo do início dos nossos tempos, que reflete como nenhum outro lugar a natureza exploratória dos homens, que vem sorver mas nunca ofertar.
A Bahia é música, é o toque do timbal, é o misto de vozes cantando a uma só voz, é expressão legítima de várias povos, e terra de sensualidade e sexualidade exacerbadas e incontidas.
A Bahia é uma rede na varanda, é a ladeira do pelourinho, é a escadaria do Bonfim, que agora divide espaço com arranha-céus e shoppings centers super modernos.
Lugar de amores que se iniciam ao final do carnaval e terminam ao início do próximo.
Lugar de expressar o vem do fundo da alma, por pura inspiração de um céu azul e de uma manhã ensolarada que sorri cedo ao seu povo.
E está no sangue mesmo, isso não há como negar. Seja lá qual for o estopim que te ligue àquele solo, ele existe para todos os baianos. Pode ser o cheiro do acarajé ou da moqueca, o axé, a visão da multidão reunida atrás do trio, a vista do elevador lacerda ou do farol da Barra, ou o som das palavras proferidas em legítimo baianês! Não há esse baiano que não se tranporte imediatamente à sua terra natal, e não sinta ao mesmo tempo um misto de felicidade, dor e saudade.
Sinto muito, lugar indescritível. Quem nunca pisou na Bahia, deveria. É, definitivamente, um solo sagrado. Pisar nesse solo, sinto dizer, não é garantia que se há de entendê-lo. Mesmo muito de nós, que nascemos lá, não conseguimos esse feito. Mas, mesmo assim, possuimos a vaidade pela dádiva de sermos produto desse magnífico lugar, que ainda não foi devidamente descoberto por seu povo, mas que mesmo assim é generoso o suficiente e nos permitir respirar seu ar permeado de sal, alegria e intensidade.
Sem dúvida, muito mais poderia e haveria de ser dito sobre a Bahia, pois lá existe uma infinidade de tudo! mas
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Tendency
The world is changing. The more it grows, the smaller it becomes. This is not a comment. This is just a fact. Experienced, proved and actually in place.
Something similar to this process, where we can find this fact, seems to be applicable to me. Not in terms of growth (at least not for now!) but in terms of a cycle that keeps happening and repeating it self. And I keep having the same attitudes and making the same mistakes! I say “mistake” because I should know the consequences, I have seen and lived that before. So, why insisting in following the same strategy? Doesn’t it sound stupid? And, more than everything, immature?
It does, and it probably is. But the truth is that this became an automatic process, and I just don’t know how to respond differently! I just can realize that I said or did something that I shouldn’t when it’s done!
More than that, I just realized something still more horrible! That the attitudes I was fighting against criticizing, but that truly I was – inside, are probably very similar to the ones I’ve been having. And that a known statement I heard many times in my life is completely right. It was something like that: people are like mirrors to us. If you see something in somebody else that bothers you or that your first instinct is to criticize, that’s probably a “tendence” or a characteristic that you have yourself. Because it is easier to see what is bad when you are looking to the others. And, most of the times, we don’t even realize that we are frequently acting the same way of them.
Something similar to this process, where we can find this fact, seems to be applicable to me. Not in terms of growth (at least not for now!) but in terms of a cycle that keeps happening and repeating it self. And I keep having the same attitudes and making the same mistakes! I say “mistake” because I should know the consequences, I have seen and lived that before. So, why insisting in following the same strategy? Doesn’t it sound stupid? And, more than everything, immature?
It does, and it probably is. But the truth is that this became an automatic process, and I just don’t know how to respond differently! I just can realize that I said or did something that I shouldn’t when it’s done!
More than that, I just realized something still more horrible! That the attitudes I was fighting against criticizing, but that truly I was – inside, are probably very similar to the ones I’ve been having. And that a known statement I heard many times in my life is completely right. It was something like that: people are like mirrors to us. If you see something in somebody else that bothers you or that your first instinct is to criticize, that’s probably a “tendence” or a characteristic that you have yourself. Because it is easier to see what is bad when you are looking to the others. And, most of the times, we don’t even realize that we are frequently acting the same way of them.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Perspectivas
Será que um fato é simplesmente um fato? Será que uma época da história pode ser vista e revista somente por um ou dois ângulos? Porque sempre pensamos que os acontecimentos tem somente um lado ou dois? Assim como o bem e o mal?Quem são as mulheres? Sempre analisamos o papel da mulher na história visando "finalidades", encaixes, moldes e rótulos. Hoje me vejo aqui, sentada em frente a um computador, escrevendo o que quero nesse universo chamado "web", para quem quiser ler. Vejo um mural com diversas fotos, que escrevem uma história, de acertos ou meio-acertos, de liberdade e de cárcere, mas sobretudo de vida.
Quantos anos passamos tentando encontrar o nosso papel no mundo, na vida de nossos pais e amigos, de nossos maridos e amores. Mas porque? Porque sempre a nós coube essa responsabilidade de nos encaixar, de nos tornarmos modelos de comportamento e previsão de futuro? Confesso que não tenho essa resposta. Mas sim, vejo, quanta beleza existe nessa viagem no tempo, em que sempre lutamos para nos encontrar, nos compreender, e nos aprimorar.
Um dia nossa meta já foi agradar nossos maridos, criar nossos filhos e viver em função de todos. Depois quisemos estudar, descobrir o que havia no mundo fora daquelas quatro paredes que nos aprisionavam e nos acolhiam. Fomos criticadas e julgadas por nós mesmas, vivemos a angústia de não saber a melhor direção, muitas de nós viveram à margem de uma sociedade determinante somente pelo desejo de poder fazer suas próprias escolhas.
Estudamos, tomamos a direção contrária aos ditames sociais, lutamos, choramos e sorrimos. Algumas decidiram permanecer na obscuridade, com receio dos olhares de uma crítica cruel. As idéias estavam divididas. Algumas por sonho, outras por experiência própria, cada uma à sua própria maneira escolheu o seu caminho.
E hoje? Hoje vivemos no mesmo caos interior, na tentativa atribulada de mostrar a tudo e todos que somos capazes de ser não apenas uma, mas várias! De sermos a dona de casa que nada deixa faltar a seu marido e filhos, que é uma exímia decoradora, uma profissional reconhecida e capaz, uma estudante persistente, um corpo escultural, de pele e cabelos perfeitos, e unhas sempre feitas.
Mas será que, depois de todos esses "feitos", descobrimos de verdade quem somos nós e qual o nosso papel no mundo? Na verdade, a mais importante conclusão que tiro diante da análise de nossa história é compreender que não precisamos de um rótulo, que não precisamos definir e estampar o nosso papel na humanidade como uma nota promissória que se assina sob pena de perder todos os seus pertences. O importante é que experimentamos, vivemos, descobrimos do que somos capazes.
Não precisamos mais provar nada a ninguém, não precisamos viver todos os dias tentando atingir a perfeição, não precisamos concorrer umas com as outras pela beleza ou pela eficiência e não precisamos tentar encontrar uma explicação para todos os nossos atos, como quem presta contas de uma vida. Não precisamos ser simplemente um "sim" ou um "não, ou viver em função de motivos externos, de terceiros. Precisamos respirar fundo, encontrar o caminho do meio, fazer nossas escolhas, enfrentar o mundo com a gentileza e o amor que nos é característico, e nunca deixar que alguém nos diga quem podemos ser ou até onde podemos ir.
No dia em que compreendermos a grandiosidade que é ser mulher, nós vamos entender, assim como todos que nos rodeiam, que cada um tem seu próprio valor, que não precisamos lutar para acabar com as diferenças, que não precisamos vencer sempre, e que trazemos dentro de nós uma força incrível, quase indestrutível, a força da natureza e a suavidade de ser mulher.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Por aí...
Eu vou andando, por aí, por aqui, vou aonde tenho que ir.
Levo na mala todas as minhas roupas, e também minhas experiências.
Levo os meu pertences materiais mas também carrego comigo minhas esperanças e receios.
Eu vou por aí, e por aqui, mas não com a cabeça vazia.
Levo minhas idéias, meus anseios e minha vontade de conhecer pessoas e lugares.
Eu vou, mas deixo um pedaço de mim e de meu coração.
Deixo a pessoa que amo e que é parte de mim.
E essa é a dualidade que me persegue cada vez que vou.
Mas se eu ficasse sempre, essa não seria eu.
Porque sou assim, parte do mundo e parte de tudo que há à minha volta.
E assim sigo, como um equilibrista na corda bamba,
tentando não temer, não desanimar e por fim não cair.
Eu vou, mas eu sempre volto...
Levo na mala todas as minhas roupas, e também minhas experiências.
Levo os meu pertences materiais mas também carrego comigo minhas esperanças e receios.
Eu vou por aí, e por aqui, mas não com a cabeça vazia.
Levo minhas idéias, meus anseios e minha vontade de conhecer pessoas e lugares.
Eu vou, mas deixo um pedaço de mim e de meu coração.
Deixo a pessoa que amo e que é parte de mim.
E essa é a dualidade que me persegue cada vez que vou.
Mas se eu ficasse sempre, essa não seria eu.
Porque sou assim, parte do mundo e parte de tudo que há à minha volta.
E assim sigo, como um equilibrista na corda bamba,
tentando não temer, não desanimar e por fim não cair.
Eu vou, mas eu sempre volto...
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
TANGO
Desde que soube que viria à Argentina, tudo que eu pensava era ver uma apresentação de tango. Quase que ia sair daqui, de volta ao Brasil, sem que houvera visto! E só ontem, quando estava no Café Tortoni, vendo dançarinos e músicos, representando juntos a emoção e a viagem no tempo que é o tango, percebi que, estar em Buenos Aires e não presenciar um momento como esse, seria como não ter vindo à Argentina, ou ter vindo com os olhos vendados, os ouvidos tapados e o coração vazio e endurecido.Definitivamente o tango é uma arte, uma paixão, um acontecimento. Assim como para mim é o que o flamenco representa, e quem me conhece sabe disso.
E viva a arte, os artistas, os apaixonados pela vida e especialmente aqueles que conseguem perceber a beleza que existe em cada pequeno grande momento que se pode vivenciar experiências tão delicadas.
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